Anticorpos Monoclonais

O que são anticorpos monoclonais na oncologia?

Os anticorpos monoclonais são um tipo de tratamento oncológico relativamente recente e que tem ganhado cada vez mais espaço no arsenal terapêutico. A principal vantagem deste tratamento é conseguir identificar a célula tumoral com uma maior precisão, tornando o medicamento mais efetivo e com menos efeitos colaterais.

Os anticorpos monoclonais são desenvolvidos para atacar um alvo específico na célula — como é o caso das células tumorais, por exemplo. Eles são feitos com base em extensas pesquisas e possuem um processo de produção muito complexo.

Quais são os tipos de anticorpos monoclonais?

Os anticorpos monoclonais utilizados no tratamento do câncer podem ser divididos em:

Anticorpos conjugados

São anticorpos que possuem medicamentos quimioterápicos na sua composição. Alguns exemplos são os anticorpos do tipo brentuximabe vedotin (usado nos casos de linfoma de Hodgkin, por exemplo) e ado-trastuzumabe entansina (indicado para as pacientes com câncer de mama, dependendo do caso).

Anticorpos monoclonais recombinantes

São anticorpos que podem ser utilizados sem associar a outros medicamentos. Trata-se do tipo mais comum de anticorpos monoclonais na oncologia e pode atuar das seguintes maneiras:

  • Potencializar a resposta do sistema imunológico;
  • Bloquear os proteína nas células cancerígenas responsáveis pelo crescimento e propagação do tumor no organismo.

Anticorpos radiomarcados

São anticorpos que possuem pequenas partículas radioativas incorporadas a sua estrutira, fornecendo uma radioatividade diretamente nas células cancerígenas.

Anticorpos monoclonais conjugados

São anticorpos que podem conter substâncias quimioterápicas ou radioativas para agir nas células tumorais. Os anticorpos monoclonais conjugados se ligam ao antígeno para liberar a química ou radioatividade, eliminando as células cancerígenas.

Quando é indicado utilizar os anticorpos monoclonais?

Os anticorpos monoclonais podem ser indicados nos seguintes casos:

  • Leucemia linfoide crônica;
  • Linfomas;
  • Câncer de mama;
  • Doenças autoimunes.

A indicação do tratamento deve ser realizada após avaliação do oncologista. A análise permite que a abordagem terapêutica seja personalizada e tenha mais chances de promover a cura do câncer.

Qual é a reação do tratamento com anticorpos monoclonais?

A aplicação dos anticorpos monoclonais pode gerar alguns efeitos colaterais. Geralmente, eles acontecem na primeira dose intravenosa do tratamento e diminuem com o tempo. Algumas das possíveis reações com essa terapia são:

  • Reações alérgicas;
  • Calafrios;
  • Fraqueza;
  • Redução da pressão sanguínea;
  • Vômitos;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Náuseas;
  • Problemas renais;
  • Diarreia;
  • Caroços na pele (erupção cutânea)
  • Episódios de febre;
  • Dor de cabeça.

Quais são as vantagens dos anticorpos monoclonais?

Os principais benefícios do tratamento com anticorpos monoclonais são a seletividade e a especificidade da técnica. Essa característica permite que o tratamento seja bastante efetivo, eliminando células-alvo de uma maneira mais assertiva.

Os anticorpos monoclonais são uma técnica promissora no combate ao câncer, oferecendo ao paciente mais uma abordagem terapêutica de qualidade. Caso queira saber mais sobre o tratamento, entre em contato e agende uma consulta na Care Oncologia.
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